quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O Hoje para Sempre: retratos de família!

Tem muita gente dizendo por aí que a figura da família é uma coisa ultrapassada, que não existe mais quem acredite que o casamento possa durar uma vida inteira, e que SE por acaso isso vier a acontecer, coitados, estão presos pelo resto da vida numa história xoxa (é assim que se escreve?), sem aventuras ,com muuuita pegação de pé (do lado das mulheres) e folgadices de sapatos jogados pela casa (da parte dos homens, claro, porque nós mulheres somos super organizadas!!).
É sério, lá pelas bandas do México já inventaram até a esquisitice de casamento com prazo de validade. Entendo o lado dos pobrezinhos, porque isso vai poupar um monte de dor de cabeça pra eles, mas por outro lado, lá se foi toda a seriedade da coisa... Pra que juntar os trapos então??
Enfim, o cenário que vemos hoje pelo mundo inteiro, é que ninguém está mesmo muito pro lado da família não. As estatísticas mostram um número alarmante de divórcios, e crianças sendo rejeitadas antes mesmo de pensar em pisar aqui nesse mundo, porque as prioridades hoje estão bem diferentes das de uns (poucos) anos atrás.
Só que, por outro lado, ainda existem uns remanescentes pró família (aleluia), alguns que gritam por aí que o casamento não é em nada parecido com uma masmorra nos confins do Himalaia aonde se sabe que o dia de amanhã será exatamente parecido com o dia de hoje, e a única novidade é que pode ficar mais frio, quem sabe. Com orgulho digo que eu sou uma dessas! Acredito fielmente que meu casamento foi a melhor coisa que já me aconteceu, especialmente porque foi através dele que veio a top best master melhor coisa na vida minha e de meu marido: Lucy. Com eles tenho descoberto que, não importa o que aconteça, eu nunca vou estar sozinha, e sempre vou ter alguém obrigado a me aturar, mesmo em TPM. Porque eu estou dizendo tudo isso, e o que isso tem a ver com o título do post?
É que de cinco anos pra cá (tempo pós casório) aconteceram taaantas coisas na minha vida que eu guardo com tanto carinho na memória, mas grande parte dessas lembranças vão ficando bem difusas e alguns momentos acabam caindo no esquecimento... Ao contrário do consentimento geral, tenho experimentado uma vida ao lado de meu esposo e filha em que cada dia aparecem sonhos e expectativas diferentes, e cada fase nova se torna uma grande aventura. A vida de casada e mãe não é uma vida pão com ovo não, minha senhora, basta saber saboreá-la como se deve. Minha vontade era ter uma câmera 24 horas debaixo do braço pra ter tudo arquivado, sempre. E eu adoro fotos, amo de paixão, pra se ter uma idéia, ganhei um IPad de aniversário do Marcelo, o qual tem hoje 90% de sua memória ocupada com cliques. Meu irmão vive me dizendo que tablets servem pra outras coisas além de tirar fotos, mas eu não captei isso ainda.
Só que, sendo uma mega Amadora, sempre sonhei em ter um baita ensaio de fotos sabe, daqueles que a gente vê em revista... Quantas milhões de vezes eu fico perdida no pinterest sonhando com aquelas fotos hiper criativas que só se vê lá, e pensando, é, isso só existe no gringo mesmo, por aqui em solo nacional eu nunca vi... Aliás, posso até ter visto alguma coisa de alguns fotógrafos que pensam que moram em uma cidade de ouro, e que os preços vão beem, com ênfase no beeeem, longe da nossa realidade financeira. Veja bem, já fiz book em estúdio, inclusive gestante, em que as fotos ficaram lindas de morrer, por um bom preço, mas eu me refiro a outro patamar, quem é addicted em pinterest sabe do que estou falando.
Maas, como coisas boas acontecem para pessoas boas (olha eu me achando) e o que a gente lança pro universo ele trata logo de trazer de volta, eu sonhei, sonhei, e meu marido conheceu o Danilo, fotógrafo, dos BONS. Daí entra o meu blablablá lá de cima. Ele também é um apaixonado por família, em todas as suas vertentes. Em nossa primeira conversa séria ele me disse que seu maior prazer nessa profissão é estar junto gravando o dia a dia da família, fazendo fotos do romance no namoro, seguido pelo casamento, tirando fotos da gestação do casal (sim porque homem que é homem gesta junto), o bebê recém nascido e seu acompanhamento até o primeiro aninho, e enfim, continuar de mãos dadas até seus filhos chegarem na (ô fasezinha) adolescência. Esse foi o primeiro tcham que me conquistou.
O segundo foi saber que tudo poderia ser planejado do meu jeito, p-e-r-s-o-n-a-l-i-z-a-d-o filha, né brinquedo não. Ele tenta conhecer o cliente antes pra saber seus gostos, ver fotos que gostamos, construir temas próprios para cada ocasião, para conduzir o ensaio de forma única, sem poses pré editadas, do tipo faz-isso-faz-aquilo.
Terceiro tchans: fotos externas. Nada de ficar fechadinho em frente de cenários fabricados. Você escolhe qual natureza vai servir de fundo.
Quarto e último (mas não menos importante) fator: preço. Quem mora em Brasília sabe o quanto é difícil achar um serviço bom e, não barato, mas por um preço justo. Que bom então que este cara é paulista, pra fugir um pouco à regra de nossos conterrâneos.
Depois de todo esse guéri guéri, a gente só podia ver no que iria dar. E o resultado foi mais, bem mais que o esperado. Vê se eu tô mentindo:

 

 
          
 

Só mais um pouco!!

 

 







Deixe-me destacar um ponto. Criei este blog com a intenção única de falar sobre minhas dúvidas, medos e principalmente paixões, sentimentos estes que são os Top 3 na vida de qualquer mãe. Meu intuito nunca foi usar meu cantinho querido só para fazer merchandising. Por isso quero deixar claro que escrevo este post hoje porque estou APAIXONADA por este trabalho. E sou dessas pessoas que gosta de gritar pros quatro ventos quando alguma coisa atrai meu olhar desse jeito! Dando crédito a quem é devido claro. Por isso, obrigada Danilo! Você fez do que seria um ensaio normal, um dia divertido, daqueles que a gente vai pra casa com sede, suado e contente no fim do dia, sabendo que essas lembranças vão ficar guardadas pra sempre. Até minha filhota, que é arisca como não sei o quê com pessoas estranhas, se desbancou com você. Jogou o cabelo pra câmera, fez carão e subiu no salto, como se te conhecesse a dez anos. Não serão somente fotos expostas em molduras bonitas pela parede da minha casa. Cada uma trará a lembrança de mais uma aventura da família Vargas Silva. Esse dia vai ser pra sempre.
Dê a César o que é de César, não é assim que se diz? Então quem quiser conhecer mais de perto o trabalho desse cara, se aprochegue: você o encontra no 61-8195-3262, ou é só mandar um email no danilochequito@hotmail.com. Ele também está no face, https//facebook.com/Danilo.Chequito ou em seu site www.danilochequito.wix.com.
Dá pra ver muito mais fotinhas dos nossos bebês no nosso canto no face, visita lá nóis.
Porque, como disse o próprio Danilo, ensaio de família ainda vai virar moda! Assim como, embora muitos teimosos insistam que não, a família vem sendo Alta Costura há tantas gerações. E essa sementinha vai continuar crescendo, já que ainda existe tanta gente de bem, cada um semeando sua parte, e a espalhando por aí! Porque um monte de coisas passam, mas a família fica, sempre. Assim como nossos retratos!


Michelle Vargas

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A você filha...

Nunca imaginei que seria assim. Assim, tão intenso, tão abrupto, tão gostoso... Tão voraz. Entenda bem filha, não é que nunca tenham me avisado do que seria a maternidade... A questão é que meu coração não estava alargado o suficiente para captar a mensagem. Acho que só quem já carregou uma pessoinha dentro de si (não falo só das mães de barriga) por meses a fio consegue compreender um coração enlarguecido. Acho que a memória do parto, a sua chegada ao mundo, no momento que VOCÊ escolheu, vai ter uma impressão em mim pelo resto da vida. Sua chegada filha, mudou tudo. Tirou as coisas do eixo, balançou os alicerces que estavam quietinhos, e me deixou assim, perdida. Perdida de amor, de estrutura, de controle. Nunca imaginei que existisse um amor assim, arrebatador. Sim, essa é a palavra cabível aqui, por isso dizem por aí que não existe amor maior que o de mãe. Hoje eu entendo isso, plenamente!
Ontem vi você, descalça, correndo em um capim piniquento, decidida, sem nem um tracinho de choro no seu rosto. Em um lugar onde a maioria das pessoas adultas se sentiria desconfortável, você estava lá, firme em seus pezinhos miúdos, como se estivesse desbravando o mundo. Daí eu te amei com um amor tão grande, que meu coração chegou a doer. Decidida filha, é o que você é. Forte, concentrada, como um furacão, e ao mesmo tempo, doce e leve como uma brisa. Por isso hoje, como ainda não posso ter uma conversa franca com você, despejo aqui o que quero te dizer...
Não me importa se você vai preferir rosa ou preto, e não me interessa qual vai ser seu gosto musical. Eu não ligo de você tirar só dez em matemática, mas ralar pra ficar na média em português. Pouco me importa também se você quiser ter o cabelo azul, piercing e tatuagem (tudo ao seu tempo claro). A única coisa que já me tira o sono, hoje ainda filha, é sobre o tipo de pessoa que você se tornará.
Desejo que você seja uma cidadã de bem, justa e com um bom caráter. Intolerável com intolerâncias e preconceitos.
Que você seja uma menina, e depois uma mulher, livre de estereótipos, livre de pensamento. Guarde bem isso filha, você NÃO tem que ser super magra só porque as pessoas esperam isso de você, usar só o que os outros dizem que está na moda, viver atolada no IPhone e beijar só porque todo mundo está beijando. Viva uma vida saudável, seja você mesma, original, e vai ter uma multidão querendo ser como você.
Seja linda, mas não como aquelas meninas de revistas.  Seja linda pela maneira como pensa e pelo brilho em seus olhos ao falar sobre algo que ama e que acredita. Seja linda pela habilidade de fazer outros sorrirem mesmo quando estiver triste. Não queira ser linda apenas por algo temporário como a aparência. Seja linda de alma e isso vai transparecer aqui fora.
Respeite os animais, dos cachorros às baleias, e respeite também o ser humano. Olhe nos olhos de quem estiver falando com você e procure compreendê-lo, de verdade.
Seja uma dessas poucas pessoas que ainda acredita que existe o bem no mundo.
Lembre-se que está tudo bem se ficar nervosa às vezes e colocar  todos os seus bichos pra fora, isso previne o câncer e a loucura.
Procure ter sempre um coração puro, mas me prometa que não deixará barato quando quiserem te passar a perna.
Trabalhe sempre por uma causa e não por aplausos. Viva a vida para se expressar e não para impressionar os outros. Enquanto você tentar só ser uma pessoa normal, você nunca descobrirá quão fantástica você pode ser. Corra riscos, se aventure, mas não me traga um infarto precoce. Faça tudo com maturidade.
Lembre-se que suas experiências mais íntimas com Deus acontecerão no seus piores dias - quando seu coração estiver quebrado, e você se sentir sozinha e sem opções - nesses dias você saberá o que é ter um Pai de verdade.
Case com alguém que faça você sorrir e que deixe você chorar também. Essa pessoa será o seu melhor amigo por toda a vida.
Desejo a você filha, todos os sonhos do mundo. Os possíveis e os impossíveis. Porque, na maioria das vezes, a parte do sonhar e mais gostosa do que a parte do realizar. Sei que um dia você vai entender isso.
Quero que saiba, enfim, que em todo esse caminho, eu e seu pai estaremos lá, nos bastidores. Te ensinando a amarrar o cadarço, te lembrando de escovar os dentes e te instruindo a cumprimentar SEMPRE o porteiro da escola (isso é importante). Saiba que nós sempre sairemos de onde estivermos só pra ter certeza de que você está bem!
Filha, poderia ter sido qualquer garotinha nascida em primeiro de Dezembro, mas foi você! A menina mais linda e surpreendente que poderíamos ter conhecido. Uma menina que me faz querer ser uma pessoa melhor, mais realizada, em busca de tudo que pudermos alcançar... Por nós! Agora preste muita atenção no que eu vou te dizer:
Em qualquer momento das nossas vidas, quando eu disser que te amo, nunca será por força de hábito, ou para puxar assunto. Vai ser sempre para te lembrar que você foi a melhor coisa que já nos aconteceu. A nossa vida juntas apenas começou, e tantos dos meus sorrisos já começam com você... E já sonho com tantos outros que estão por vir!
Amo você Lu!


Da sua Mãe
Michelle

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Corujas!!! Primeiro aniversário dos priminhos.

Nunca fui muito fã de super produções! Acho que uma festa simples, personalizada e original traz muito mais significado do que festas com canhões de luz, um zilhão de balões e hiper bonecos interativos. Pensando nisso, não queria de jeeito nenhum deixar o um aninho dos nossos bebês passar em branco, e queria sim, fazer tudo com minhas próprias mãos, MAS, vou te contar que em várias partes do processo eu desejei ser bem rica pra comprar tudo pronto. A carne é fraca né povo, e a gente tem que admitir essas coisas pra não ficar feio.
Mas, no final das contas, o fato é que, cada pecinha feita, e terminada, trazia uma alegria tão grande, que eu me sentia a maior promoter de festas infantis que o mundo já presenciou. E a carinha dos pequenos mandava embora todo o cansaço. A primeira coisa que fiz, foi pensar que queria fazer tudo eu mesma, porque a festa seria pra pouquíssimas pessoas. Pelo fato de serem dois bebês e o lugar não comportar tanta gente, achei que seria moleza dar conta de tudo, inclusive dos comes e bebes. Que inocência a minha! NUNCA daria conta, principalmente pelo fato de trabalhar o dia inteiro. Só tinha as noites para aproveitar a Lucy e fazer TODA a festa. Não, não, ilusão total. Só que quando eu percebi isso, já faltava 1 mês pra festa, e todos os buffets que eu ligava me davam preços ABSURDOS. Finalmente (só pode ser Deus que faz essas coisas), entrei do nada em um site na internet atrás de brinquedos infláveis pra criançada e encontrei tudo que eu precisava em um lugar só, com preços incríveis. O nome da empresa é Oficina dos Sonhos, aqui em Brasília. Fui em uma degustação, gostei e resolvi tudo por e-mail com eles. Na festa estava tudo como eu pedi e a encarregada que estava lá no dia era super simpática e resolveu todos os perrengues que apareciam na hora, até coisas que não eram problema deles, por mim. Foi ÓTIMO!
Outro problema que tive foi com o lugar. Meu apê é mega pequeno para uma festinha de duas crianças e o salão do meu prédio estava em reforma. Quando estava pra desistir por causa dos preços (novamente absurdos)de salões por aí, apareceu uma anjinha amiga minha oferecendo o salão da cobertura dela. Quando fui visitar, era perfeito! Exatamente o tamanho e o aspecto que eu imaginava, até a mesa de madeira para o bolo que eu queria, tinha lá! Muuito obrigada Nath, por esse presente! Isso vai ficar guardado pra sempre!
Então, prosseguindo, depois de concluído esses porheabs, arregacei as mangas e corri contra o tempo. Escolhemos o tema de corujinhas, porque era unissex e, convenhamos, muuito fofo! Achei que seria um tema original, que ninguém nunca tivesse visto, tudo que eu não queria era algo batido, tipo Galinha Pintadinha, mas depois que vi inúmeras festinhas de corujas na internet vi que estava errada. Era um tema Super na moda. Só que, na verdade, em vez de desanimada,eu fiquei foi feliz, porque consegui um monte de recursos e idéias pra fazer o que eu imaginava. No final ficou tudo tão lindo, que eu prometo (dessa vez prometo de verdade) que vou colocar o passo a passo de todos os ítens da festa aqui no blog, um por um, conforme o tempo vá me permitindo. Nesse post não dá, porque já são muuitas fotos das pecinhas: Vamos começar pelo centrinho de mesa:
                   
A corujinha é de feltro, foi costurada por uma amigona minha, a Aline. Não ficou fofa?? A caixinha tá um pouco escondida atrás, mas ela é toda cheia de rendinhas... no passo a passo tiro outra foto pra mostrar direitinho. E os leques foram feitos de papel de scrapbook, com papel cartão e botões nas costas. Mostro depois também.
Pra colocar na parede em cima da mesa do bolo, um feliz aniversário que comprei pronto, os nomes deles que imprimi colorido e leques, leques e mais leques:
                  
                                                              






Sorry porque a última foto ficou um pouco cortada, mas dá pra ter uma ideia.
Fiz também um cantinho para cápsula do tempo, onde os convidados escreviam coisas e respondiam umas perguntas para os bebês lerem daqui 15 anos:



Ah, e tiveram as corujinhas gordas de lanterna e as gaiolinhas penduradas:

 






Que mais?? Sim, as lembrancinhas! Fizemos brigadeiro de panela dentro de potinhos da nestlé com tecido de corujinha, pacotes de doces com fecho de papel de coruja e livrinhos de colorir (esses foram os mais simples e que mais fizeram sucesso com a meninada):






Em vez de chapéuzinhos de aniversários fizemos e laminamos máscaras pros convidados:
Na mesa, muitos cupcakes (Valeeu Natalia, ficaram lindíssimos, e todos adoraram, não sobrou um), mousse de Maracujá, Mousse de morango tipo Danoninho (Tali, não sei nem como te agradecer por essa gostosura e por tudo mais que você me ajudou), beijinhos, brigadeiros e garrafinhas com MM's. Será que dá pra ver?


De resto, varalzinho de fotos, fitilhos nas cadeiras, bancadinha pro pessoal se servir de copos, canudos, guardanapos e tudo. Tudo pra festa ficar o mais fofa e colorida possível. 


Aah, quase me esqueço da coisa que eu fiz que eu maais gostei, mas também foi o maaaaais cansativo:
           

Pensa num trabalho pra fazer esses quadros?!! Mas valeu muito a pena, esses vão ficar no quarto deles por tempo indeterminado.
Agora vou te falar, o melhor melhor mesmo foi a sensação de trabalho cumprido e aproveitar essa etapa de Lucy e Pietro que não vai voltar mais... Muitos falam que nenê não entende nada no primeiro aninho, que a festa é só pros adultos, e sim, vou admitir e o valor da festinha de 1 ano é muito mais pros pais do que pros filhos, mas, pelo sentimento dessa transição, digo que essa comemoração é i-n-d-i-s-p-e-n-s-á-v-e-l.
E a festa não é só pros adultos não senhor. Que o diga os priminhos:
 
                          
 

 

É isso gente. Espero que, do mesmo jeito que eu fui ajudada por tantos blogs de mamães que abraçaram a causa das corujinhas por aí, eu possa ter ajudado alguma entusiasta pelo mesmo tema para o seu filhote.
Já volto tá?

Beijooo
Michelle Vargas

sábado, 18 de janeiro de 2014

A independência do primeiro aninho

A inspiração para o post de hoje veio agora a tarde, ao ver minha pequena em seu tranquilinho cochilo vespertino. Ver a Lucy dormir é sempre uma terapia pra mim, posso passar um bom tempo fazendo isso sem me tocar da hora... Sei que todos vão concordar comigo, inclusive quem não é mãe ainda, que a paz de um bebê dormindo contagia qualquer ser humano mesmo sem querer, e por alguns momentos todas as nossas perturbações são esquecidas. Porém, hoje, fugindo um pouco da rotina, vigiar o soninho da minha bebê fez com que minha mente viajasse um pouco ao passado e ao futuro, e fiquei um pouco perturbada sim. Minha filosofada hoje não é sobre o sono dos bebês, mas antes de continuar, preciso que você visualize a tranqüilidade sobre a qual falei até agora.
Ver a Lucy assim, vulnerável em seu cochilo, me fez pensar em quanto tempo vai demorar até que ela comece a correr atrás de seus próprios feitos, com suas próprias opiniões e conceitos. E, de repente, me veio a dura realidade... Isso JÁ começou a acontecer. Lucy já começou a demonstrar sua personalidade forte, e já começou a querer andar com suas próprias pernas, e não falo isso apenas literalmente. 
Já tiveram a sensação esquisita de que um ano se passou, e as coisas que aconteceram durante esse 
ano parece que estão tãão distantes, e ao mesmo tempo parece que foram ontem? Pois é. Me peguei recordando as noites sem dormir por causa das cólicas constantes de Lucy nos primeiros meses, seu primeiro sorrisinho, sua boquinha escancarada adorando a primeira sopinha, sua felicidade e concentração ao conseguir se sentar sozinha, a empolgação e o medo dos primeiros passos... E por aí vai. Um ano com coisas novas quase todos os dias. E então, BUM, Lucy começa a expressar suas vontades, e requerê-las! Quem disse que bebê com menos de 1 ano não tem querer? Tinha que começar tão cedo?? Achei que só teria que lidar com isso na adolescência!!
Não sei quantas mamães já sentiram o mesmo que eu com relação aos seus nenens, mas desde muito cedo, digo com 3, 4 meses, achava que Lucy tinha uma maturidade e um olhar adulto, de saber das coisas, que não eram inerentes a um bebê. Me pegava várias vezes de surpresa com esse pensamento. Ela sempre pareceu entender muito bem o que estava rolando em volta dela. E foi acontecendo tudo muito rápido, ela nunca foi de balelas. Três meses e pouco, BUM, de bruço com cabecinha em pé, 4 meses, POUF, caindo do sofá rolando, 5 meses, TCHAM, sentadinha, 6 meses, POUF de novo, 
caindo do berço se segurando nas grades, 7 meses, IEI, engatinhando, 9 meses se equilibrando, dez meses correndo, e nesse meio tempo, caindo, caindo, caindo. Ela nunca teve medo de se arriscar, e isso me faz pensar se ela vai carregar essa característica pela vida toda, e se isso acontecer, meu Deus não sei o que vai ser do coração dessa pobre mãe aqui. 
Hoje, com 1 ano e 1 mês, ela já quer subir escadas sozinha, argumentar com a gente quando chamamos sua atenção (mesmo sem entender uma palavra do que ela diz), contar casos com uso de eloqüentes dededes, popopos e cacacás, gesticulando vejam só, tomar banho de ducha, banheira só na casa da vovó, usar ela mesma a colher pra comer, embora que, de dez colheradas, meia vá parar realmente DENTRO da boca dela, enfim, quer ter vida própria. 
Daí, no meio desse turbilhão na minha cabeça, Lucy acorda. Acontece que hoje, tínhamos visita em casa, e Lucy é extremamente tímida. Sendo assim, ela subiu no meu colo sem querer dar trela pra ninguém, e meu mundinho se fechou ali com o dela:

                                     

Isso me fez pensar que, não importa quão longe ela vá, ela sempre vai ter um colo pra quando precisar de conforto. Aliás, um colo quentinho é uma das muitas aptidões obrigatórias para uma mãe né? Assim sendo, espero que em suas brigas com coleguinhas, decepções amorosas, vestibulares não passados, e em tantos outros perrengues, ela saiba que tem uma saia pra correr pra baixo.
Logo depois dessa cena fofa, lá estava ela desbravando mais horizontes:

Moral da história: não tenhamos pressa de ver nossos pequenos crescerem. Temos mania de competição, olha, meu bebê já corre pra todo lado, olha, meu filho com 8 meses já tem 10 dentes, olha como meu bebê é avançado, com um ano ele fala dois idiomas, faz ballet e toca trompete!
Caalma gente, com certeza nossos filhotes vão andar o resto da vida e ter todos os dentes na boca. Pra que perder momentos que nunca vão voltar, querendo apressar nossa dor de cabeça? O certo é a gente se jogar na grama com eles e passar a fazer parte da independência deles, mesmo que seja uma parte bem pequenininha! Ufa! Fácil é falar, duro é tomar consciência disso!
Até a próxima!

Michelle Vargas